sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Folhas ao chão

Escrevo.
Sem fim,
no Vazio.

O vento leva:
Folhas,
Palavras,
o esforço de preencher.

O vento leva,
tudo!

Ficam a mesa,
as folhas em branco,
a impermanência.

Fica o silêncio,
de quem entendeu,
que a vida nos cala,
para não sermos ruído.

Nada se perde no vento,
quando o vazio é a morada!

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